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NO RABO DO COMETA

Acordei no meio da noite agitado por causa de um pesadelo. Levantei-me da cama e fui até à janela. Quando vi que tudo estava na mais perfeita normalidade, nada de extraordinário tinha acontecido, respirei aliviado. Fui até a cozinha, fiz um café, sentei-me na varanda e comecei a me lembrar do que havia sonhado.
Era uma sexta-feira típica de verão, daquelas que o sol queima até tarde. Só para despertar no bom bebedor de cerveja o ávido desejo de tomar uma gelada. Pensei em parar num bar e fazer hora até o trânsito melhorar. Então, convidei meu amigo Rodolfo para ir comigo ao Bar do Alencar, onde a cerva é geladíssima e o bolinho de bacalhau incomparável. Ele relutou um pouco, mas topou dizendo que não ia demorar. 
Partimos para lá, apressados, com receio de não encontrar uma mesa disponível.
Saindo do prédio, qual foi nossa surpresa? As avenidas estavam vazias, não se via ninguém andando pelas ruas e nenhum automóvel circulando, em pleno horário do rush, no centro da cidade. O silêncio me assustou. Olhei para Rodolfo que, sem entender nada, foi logo dizendo:
- O que está acontecendo, hem? Isso está muito esquisito …
- Não sabia o que falar, permaneci calado e apertei o passo em direção ao Bar do Alencar. Rodolfo me seguiu sem arriscar uma palavra.
Como se não houvesse mais nada para nos surpreender, encontramos o Alencar arriando as portas. Perguntei:
- Alencar, o que houve? O que está acontecendo?
- Ora, pois! Vocês devem estar a brincar comigo.                                  
- Que nada, homem! Diz, logo!
- O cometa, rapazes, o cometa gigante que vem vindo para a Terra. E achou de cair logo aqui, no Rio de Janeiro. Vocês não ouviram as rádios? Não assistiram à televisão? 
 - Não, Alencar! Ficamos sozinhos trabalhando no CPD até agora. Quando saímos, não tinha mais ninguém. Estranhei um pouco mas como hoje é sexta-feira, acreditamos encontrar alguém do escritório por aqui.  
- Meus filhos, é o fim do mundo, o fim do mundo! – gritava Alencar extremamente nervoso.
Lembrei-me, logo, da minha família.
Rodolfo sacou o celular para ligar para sua esposa, não conseguiu. Corri para o orelhão que também não funcionava. Estávamos incomunicáveis, parecia coisa de filme.
Quando pensei em pegar o carro e ir para casa, o céu se avermelhou de repente. A mulher do Alencar gritou para que ele fechasse a porta.
Foi o momento em que despertei, encharcado de suor. 
Lembrei do Zé, um flanelinha lá de perto do trabalho que, com tão pouco, parecia feliz.
Larguei a xícara com café na mesa da varanda e corri para acordar minha mulher e meus filhos, dizendo que a gente ia viajar por uns tempos, sem data para voltar.
O mundo pode até não acabar um dia, mas nós também não somos eternos.
Então, decidi aproveitar a vida.
FIM

PEGADINHA DA NATUREZA

Um fazendeiro na cidade de Grand Falls, no Canadá, registrou o momento em que nuvens carregadas de uma tempestade formaram a face de um homem de perfil. Uma face diabólica, por sinal. Pegadinha da natureza.

O TEATRO MÁGICO, UM SHOW DE ARTE!

O Teatro Mágico é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura, da política e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos numa mesma apresentação. Eu não conhecia. Logo que me apresentaram, me encantei. Vale (demais) a pena conferir.










Conheça mais do trabalho do grupo aqui: 
http://oteatromagico.mus.br/

AMIGOS



Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
(Marcos Lara Resende)

ALÔ!

EVOLUÇÃO DAS LOGOS DA COCA-COLA E DA PEPSI

O JOGO DA RATOEIRA

Total falta do que fazer... ninguém merece!

QUE "M" É ESSA?

ATLÃNDIDA, UMA FÁBULA SOBRE A SOBERBA

Onde ficava a Atlântida?
O continente perdido já foi "encontrado" no mundo inteiro, mas era só uma metáfora sobre a soberba.
por Emiliano Urbim

A não ser que você esteja pensando na praia de Atlântida, que ficava e ainda fica a 130 quilômetros de Porto Alegre, a resposta é: lugar nenhum. Após séculos de especulações, o consenso atual é de que o continente submerso descrito por Platão (428-348 a.C.) é tão real quando Patópolis. Tudo que o filósofo grego fez foi criar uma fábula sobre a soberba.

Resumindo a história contada em Timeu e Crítias, há milhares de anos havia no meio do oceano Atlântico uma ilha gigante, praticamente um continente, na qual vivia uma civilização muito avançada e poderosa, que dominou grande parte da África e da Ásia. Após uma tentativa fracassada de invadir Atenas, Atlântida afundou "em um único dia e noite de infortúnio". Moral da história: quanto maior a altura, maior a queda. Até a Idade Média, todo mundo parecia ter entendido a brincadeira. No entanto, quando chegaram as Grandes Navegações e os europeus passaram a descobrir continentes inteiros, surgiu a questão: e se Platão estivesse falando sério?

Desde então, não há um oceano onde a ilha não tenha sido "localizada", inclusive em locais com os quais os gregos nem sonhavam, como o Altiplano Boliviano, a Indonésia e a Antártida. Mas nenhuma dessas teorias tem fundamento algum.

É até possível que Platão tenha se inspirado em desastres naturais e conflitos internacionais do seu tempo, mas só usou essas referências para fazer ficção filosófica. Como escreveu o próprio Platão no livro que conta a história que deu origem ao mito todo: "O grande desafio é achar um conto que sirva ao nosso propósito".

GATO ESQUISITO

Gato é filmado latindo. Quando vê que está sendo flagrado na armação, volta a miar. Esquisito..

MONTAGEM, NÈ!?